Domingo, Novembro 01, 2009

VIAGEM QUE NÃO ACONTECEU

Depois de um sábado frustrante, eis-me aqui diante da internet buscando um pouco de inspiração para escrever.
Eu, a esta hora, estaria na casa de minha amiga Cris, me preparei com antecedência, avisei marido, pesquisei preço de passagem, enfim, estava decidida a passar alguns dias em Boa Vista, aí meu marido se meteu nos meus planos, disse que iria também, que faríamos a viagem de carro, etc etc.
Coisa nenhuma, acabamos não indo, sei que foi por uma causa justa, o Yuri estava dodói, mas também sei que uma gripe não mataria meu filho, mesmo que eu e o pai estivessemos longe, que foi exagero do bob marido, a quem devo um final de semana estragado.
Ele ainda tentou remediar, na última hora, buscou passagens na internet, estavam custando os olhos da cara, totalmente inviáveis, mais de dois mil reais, quase o preço de um vôo internacional, fiquei furiosa mesmo.
Meu filho já estava bonzinho, sem febre, apenas com a ressaca de um dia de febre, dormindo muito, o que é absolutamente normal.
Enfim, dá próxima vez não aviso que vou viajar, no dia do vôo peço pra me deixarem no aeroporto e pronto.
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Por outro lado foi bom ter ficado em casa, contraditório né?! O lado bom foi que cuidei do meu filho, fiz sopa, preparei lanches, dei remédio, comprei chocolate, assisti a um filme com ele, enfim, não foi de todo ruim a perda da viagem.
Domingo, quase 10 horas da manhã, e ele dorme, enquanto eu ouço Canção do Mar, com Dulce Pontes. Vou acabar dormindo também.
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Em Manaus o calor vai sendo substituído por uma chuvinha aqui outra ali, um vento geladinho, de vez em quando trovões e raios, estamos chegando no período dos torós e trovoadas, preparem as sombrinhas.

Terça-feira, Outubro 06, 2009

Fumaça e Wally

Manaus, minha cidade querida, está insuportável, quente que dói, dá desânimo, vontade de sumir, pegar um vôo para a Patagônia, ai que agonia (não rimou, mas é isso mesmo).
Agora uma neblina, aliás, uma fumaça medonha cobrindo toda a cidade, parece até Cubatão no auge da poluição, meus olhinhos de índia ardem.
Para agitar um pouco e nos tirar da modorra que o calor impõe, um acontecimento como há muito não se via, um deputado cassado está sendo caçado (foragido da polícia, genteeeeeeeeeem). Alguém já brincou de onde está Wally? pois, pois, aqui se "brinca" de onde está Wallace. Tem uma charge perfeita para ilustrar a situação, não posso perder a chance de publicar aqui, não sem informar que é do cartunista amazonense Júnior Lima, e que tomei emprestado do twitpic do DezMINUTOS, divirtam-se (clicando na imagem ela "cresce"):

Quinta-feira, Setembro 24, 2009

Tolerância zero.

Essa mensagem veio por e-mail, me acabei de rir.

1. Quando te vêem deitado, de olhos fechados, na sua cama, com a luz apagada e te perguntam:

- Você tá dormindo?
- Não, to treinando pra morrer!


2. Quando a gente leva um aparelho eletrônico para a manutenção e o técnico pergunta:
- Ta com defeito?
- Não, é que ele estava cansado de ficar em casa e eu o trouxe para passear.


3. Quando está chovendo e percebem que você vai encarar a chuva, perguntam:
- Vai sair nessa chuva?
- Não, vou sair na próxima.


4. Quando você acaba de levantar, aí vem um idiota (sempre) e pergunta:
- Acordou?
- Não. Sou sonâmbulo!



5. Seu amigo liga para sua casa e pergunta:

- Onde você está?
- No Pólo Norte! Um furacão levou a minha casa pra lá!



6. Você acaba de tomar banho e alguém pergunta: (BOA)

- Você tomou banho?
- Não, mergulhei no vaso sanitário!



7. Você tá na frente do elevador da garagem do seu prédio e chega um que pergunta: (ÓTIMA)

- Vai subir?
- Não, não, to esperando meu apartamento descer pra me pegar.



8. O homem chega à casa da namorada com um enorme buquê de flores. Até que ela diz:

- Flores?
- Não! São cenouras.



9. Você está no banheiro quando alguém bate na porta e pergunta:
- Tem gente?
- Não! É o cocô que está falando!



10. Você chega ao banco com um cheque e pede pra trocar: (MUITO BOA)

- Em dinheiro? ?
- Não, me dá tudo em clipes!

Domingo, Setembro 20, 2009

Sobrinhos

Essas criaturinhas que são como um pedaço de mim alegraram meu final de semana. Desde sexta-feira que estou às voltas com três meninos quase rapazes, brincando, vendo filme, conversando, deixando eles prá lá e caindo no sono, enfim tendo um final de semana de tia e sobrinhos, não tem coisa melhor.
Logo, logo crescerão e será mais difícil passar ao menos uma hora com eles. Digo isso me baseando nos meus filhos, que desaparecem no fim de semana, ou vão para a casa das respectivas namoradas, ou farra, ou passeio perigoso (rapel e trilha), enfim, só ouço o "já vou mãe" e depois o "cheguei mãe".
Voltando aos sobrinhos, tem um meio agitadinho, o Arthur, a última dele foi me olhar dos pés à cabeça, perguntar se estou malhando ainda, ao que respondi que sim, e ele soltou: "nem parece".
Ele é daquele time que sabe acabar com a auto-estima de uma mulher, rsrsrsrs.
Sei que não é maldade, não me ofendo, acredito que a questão está mais ligada ao "padrão de beleza global", em que, por exemplo, na "malhação" todo mundo é lindo e sarado, assim essa humilde tia também já deveria estar sarada.
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Domingo é dia de marido e filhos na cozinha, eu descanso e dou palpite. Esse domingo não foi diferente, meu marido deu uma de churrasqueiro mal sucedido, isso, arrasou com a carne, esqueceu na churrasqueira e tudo pegou fogo, virou carvão.
Ainda escaparam uns três pedaços que havia retirado antes do incêndio, o resto ficou impróprio para consumo humano.
Sorte que havia feijoada, salada, e outras opções que salvaram o almoço dominical.
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Minha Aimeé veio me visitar no sábado, e, surpresa! já está andando, parece uma robozinho.
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Sábado, Setembro 12, 2009

Vinte e três

Aniversário de filho faz a gente envelhecer, rsrsrs!. O meu primogênito fez vinte e três anos ontem, a comemoração será hoje, e eu ainda não entendi porque ele cresceu tão rápido.
Buáááááááá! quero meu bebezinho fofo de volta.
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Depois de mais de trinta dias no pódium, como capital filial do inferno, Manaus resolveu dar uma trégua, está um dia nublado, ameno, delicioso. Tomara que permaneça assim até as chuvas de novembro (aquelas que só param em julho do outro ano).
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Sempre Rubem Alves:

"O direito à alegria: Tirei do meu baú um parágrafo que escrevi há vinte anos. O tempo passou mas o texto continua jovem como no dia do seu nascimento. “Eu me lembro daquelas propagandas curtinhas que se fizeram na televisão, por ocasião do “Ano da Criança Deficiente”, para provar que ainda havia alguma esperança, para dizer que alguma coisa ainda estava sendo feita. E apareciam lá, na tela, crianças e adolescentes, cada um excepcional a seu modo, desde síndrome de Down até cegueira, e aquilo que se estava fazendo com eles... Ensinando, com muito amor, muita paciência. E tudo ia bem até que aparecia o ideólogo da educação dos excepcionais para explicar que, daquela forma, esperava-se que as crianças viessem a ser úteis socialmente... E fiquei a me perguntar se não havia uma pessoa sequer que dissesse coisa diferente, que aquelas escolas não eram para transformar cegos em fazedores de vassouras nem para automatizar portadores de síndrome de Down para que aprendam a pregar botões sem fazer confusão... Será que é isso? Valemos o que fazemos? Ali estavam crianças excepcionais, não-seres que virariam seres sociais e receberiam reconhecimento público se, e somente se, fossem transformados em meios de produção. Não encontrei nem um só que dissesse: ‘Através desta coisa toda que estamos fazendo esperamos que as crianças sejam felizes, dêem muitas risadas, descubram que a vida é boa...’ Também os deficientes podem ser felizes. Se uma borboleta, se um pardal e se uma ignorada rãzinha podem encontrar alegria na vida, por que não essas crianças e adolescentes, só porque nasceram um pouco diferentes...?” (Estórias de quem gosta de ensinar, pp. 50-51, Papirus). E que dizer dos velhos, já fora das redes de produção? Trambolhos? Pesos sociais? Também eles não tem almas de criança que desejam brincar e rir? Nas escolas se ensinar a aprender dos velhos, com os velhos?"



Segunda-feira, Setembro 07, 2009

Assaltada, avó, amiga, um pouco de mim.

Contando ninguém acredita.
Depois dos girassóis, plantei sempre-viva, cravo, boca de leão, e mais dois tipos que não lembro o nome agora, todas estão vindo à luz lentamente.
O inacreditável não é o fato de eu ter plantado, nem delas estarem brotando nesse calor ridículo que está fazendo em Manaus, o que me espanta é ter constatado ontem, na hora em que regava as plantas, que havia uma faca no meu singelo jardim, e que algumas mudas haviam sumido.
Ou seja, furtaram algumas mudas, pelo amor, e ainda esqueceram o instrumento do crime, tem gente pra tudo, até para roubar inocentes mudinhas, e, provavelmente, de uma vizinha, pois quem levou sabia que estava pegando, e deve ter me visto diáriamente cuidando das minhas crianças verdes.
Estou pasma.
Por que não pediu? ou então, por que não esperou crescerem mais um pouco? frágeis como ainda estão, fica difícil que prosperem em outro jardim.
Isso tem cheiro de pura maldade.
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Enquanto cuido das plantas, fico pensando em meus netos que ainda não vieram, que nem sei se virão, seria maravilhoso vê-los com as ferramentas de jardinagem nas mãozinhas, me ajudando a cuidar de vidas frágeis, nossa alegria ao ver cada plantinha que brota. Ai! ai! sonhos de uma avó em potencial.
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Saudades de minhas amigas, Helô, Cris, Elane e Carina.
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UP DATE: Mistério esclarecido, eu não fui assaltada, achei o desgraçado do gato que cutuca minhas plantas. Quanto à faca, foi meu filho quem a jogou entre as plantas.

Quinta-feira, Setembro 03, 2009

Parece que vai dar certo.

Há cerca de duas semanas plantei umas sessenta sementes de girassol, e dia após dia tenho cuidado delas aguardando que brotem.
Neste último domingo já notei uma, segunda-feira já pude notar mais duas, e hoje mais uma, aos poucos elas estão despertando.
Isso me deixa deveras feliz, primeiro porque amo girassóis, segundo porque usei sementes destinadas a alimento de pássaro, as quais eu acreditava que fossem estéreis.
A vida é um grande milagre. É divino, maravilhoso, emocionante ver as plantinhas vencendo a semente e despontando para a missão de prover os seres que dependem dela, e aí eu me incluo, pois sou devota da beleza das flores.
Dia desses coloco umas fotos de minhas filhotas.
Agora vou trabalhar.

Sábado, Agosto 22, 2009

Um punhado de terra, mil brigadeiros.

Ontem almocei com alguns amigos do tempo de faculdade, foi mesmo um momento singular, sei que cada segundo de minha vida é único, mas há aqueles que são relevantes e aquele foi um.
Peixe frito, baião de dois, vinagrete, farinha, tucupi, pimenta, risos, risos e mais risos.
Foi maravilhoso.
Mesmo assim saí de lá com um nó na garganta, uma vontade de chorar, na volta para casa, ouvindo Raul Seixas (toca Raul), chorei mesmo. O motivo do choro não foi o encontro, mas a notícia, dada por um dos amigos, da morte de uma colega minha, a conheci em 1996, quando ela amargava a dor de acompanhar o pai com câncer. A partir daí poucas vezes nos cruzamos, até ela vir a ser minha professora na graduação, e minha colega no mestrado (quando entrei ela já estava saindo).
Sempre achei que ela era tão selerepe, alegre, cheia de si, às vezes tinha o ego inflado por demais, era o jeito dela, eu nunca tive a pretensão de modificar isso, quem sou eu? apesar de todo seu sucesso profissional, posto que gozava de certo prestígio no meio jurídico (era assessora de desembargador, não se chega aí por acaso, o QI é elevado), deu fim à própria vida, com um tiro na boca.
Isso é simplesmente terrível, dolorido, inexplicável.
Não quero mais falar sobre isso.
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A minha sobrinha querida, salve! salve! fez um aninho no último domingo, a festa foi no sábado, uma delícia, nem preciso descrever.
Desejo do fundo de meu coração que o maior sucesso dela seja ser feliz, ( como diria o Sr. Roberto Shinyashiki), que não se deixe levar pelos apelos capitalistas, leve uma vida simples, mesmo que consiga se cercar de conforto. Enfim, não abandone a criança que há no coração, por mais madura que fique.
Aimée eu amo você.
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